Frotas coletivas urbanas revelam-se potenciais consumidoras de Biodiesel.

Segundo a Associação Nacional de Empresas de Transporte, 60% dos deslocamentos mecanizados que ocorrem em território brasileiro são efetuados por transportes coletivos atendendo a aproximadamente 59 milhões de passageiros diariamente. A grande maioria de tais veículos urbanos utilizam o óleo diesel como combustível.
Estima-se que 32% dos poluentes lançados ao meio ambiente sejam originados através dos motores movidos a diesel. Ainda que tais veículos representem uma percentagem minoritária nas emissões urbanas, os transportes coletivos, por serem cativos, apresentam uma frota automotiva com maior facilidade de fiscalização sendo assim focos de maior controle perante o poder público.
São muitas as soluções propostas para a redução de partículas poluentes emitidas, entre elas estão as células de hidrogênio, propulsão elétrica ou híbrida, gás natural e o biodiesel. Todas apresentam possibilidades positivas porém o último (biodiesel) mostra-se vantajoso por não necessitar de grandes modificações mecânicas ou a troca das frotas automotivas tornando-se assim mais acessível ao Governo Federal.
O uso de misturas biodiesel/diesel tem como efeitos a redução de emissões de CO, hidrocarbonetos e particulados. Vários estudos determinaram que a mistura ideal é de 20% de biodiesel para 80% de diesel derivado de pretóleo obtendo assim o melhor trade-off entre as reduções.
Uma análise das frotas coletivas revolou um potencial mercado de consumo do biodiesel, estudando-se quatro aspectos: Dados operacionais (consumo, idade da frota, utilização); Demanda de serviços de transporte público; Investimentos para manutenção/ampliação da oferta; Mudanças tecnológicas (particularmente a eventual inserção do Gás Natural Veicular).
No cenário de referência considerado, o número de passageiros se manteria estável, e a frota total de ônibus no país teria um ligeiro aumento, passando de 95 para 97 mil ônibus, com substituição anual de cerca de 10 % dos veículos. Dos novos veículos cerca de 30 % seriam microônibus, de menor capacidade e consumo. A penetração do gás natural seria gradual, com até 20 % dos novos veículos adquiridos em 2007 e 2008, e 50 % em 2009-2010. Desta forma, em 2010, cerca 87 mil veículos utilizariam óleo diesel e o 10 mil restantes, GNV. Foram considerados também cenários alternativos quanto à utilização do GNV. Em um destes cenários, a utilização do GNV seria desprezível, mantendo-se a situação atual de predomínio total dos veículos diesel.

Referência: Donado Aranda, colunista da http://dieselbr.com

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