Um recente tipo de biocombustível, o biogás, vem ganhando destaque por usar uma matéria prima de fácil acesso e baixo custo: excrementos de animais e restos de alimentos. Consiste em uma mistura gasosa de dióxido de carbono e metano produzida naturalmente em meio anaeróbico pela ação de bactérias em tais matérias orgânicas, dentro de determinados limites de temperatura, umidade e pH. Pode ser produzido em grande escala utilizando-se de um biodigestor anaeróbico, e as sobras do processo podem ser reaproveitadas como fertilizantes, por conterem nitrogênio, fósforo e potássio em formas que podem ser usados diretamente na adubação de espécies vegetais.
Esquema simplificado de um biodigestor anaeróbico.
O biogás pode ser utilizado como combustível em substituição do gás natural ou do gás liquefeito de petróleo (GLP). Também pode ser utilizado para cozinhar em residências rurais próximas ao local de produção, no aquecimento de estufas e instalações para animais e na geração de energia elétrica.
Para efeitos de comparação, um metro cúbico (1 m³) de biogás equivale energeticamente a:
- 1,5 m³ de gás de cozinha;
- 0,6 litro de gasolina;
- 0,9 litro de álcool;
- 1,43 kWh de eletricidade;
- 2,7 kg de lenha.
No Brasil, essa tecnologia ainda não está muito difundida, mas promete ser uma grande alternativa para os agricultores diminuirem os gastos e contribuir com o meio ambiente.
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